Este
filme é baseado em factos verídicos de uma pintora que nos anos 1950, deu muito
que falar, nos meios de comunicação social.
O
filme começa com a saída de casa de uma mãe (Margaret Ulbrich) com uma filha (Jane),
a caminho de North Beach San Francisco para se encontrar com a sua melhor amiga
DeeAnn, deixando assim a sua vida de casada, para começar uma nova vida.
Sendo
uma mãe solteira e só com um carro, foi à procura de emprego, conseguindo numa fábrica
de construção de camas para bebes. Como era habilidosa a pintar ficou com uma
função muito específica na fábrica que era decorar certos berços com desenhos
específicos, conciliando assim o seu passatempo com o trabalho. Num de vários
eventos organizados na comunidade de exposição e convívio social, Margaret
Ulbrich ocupa um canto desse convívio para mostrar as suas telas, mostrando
nessas telas uma característica pouco comum para a época, destacando os olhos
das suas personagens. É óbvio como era algo incomum o seu trabalho era visto
como deficiente ou não artístico, custando muito pouco. No entanto isso não a
magoava, o importante era dar a conhecer o seu trabalho muito incomum, pois
poderia ser que encontra-se alguém no convívio que conseguisse compreender o
ser trabalho. O seu parceiro do lado também alegava ser um pintor (Walter Keane),
porém vendia cada tela dele por um preço alto. Este ao perceber que a sua
parceira estava a vender telas de retracto pessoal a 1 dólar, confrontou-a o
porque de ela não valorizar o seu trabalho. No meio dessa prosa falam um pouco
das suas vidas, acabando por combinarem ir jantar fora num restaurante com algum requinte.
Ela fica a saber nesse jantar que ele tinha estudado na Europa, em França
propriamente numa escola prestigiada de belas artes, acabando por ficar
maravilhada por esta personagem que surgiu do nada, mas na qual tinha os mesmos
gostos como passatempo e profissão. Então continuaram a marcar encontros, um
com o outro, tornando a sua amizade em algo mais do que simples amigos.
A uma
dada altura o pintor (Walter Keane) pede a mão de Margaret Ulbrich em
casamento, prometendo uma lua-de-mel em Havai, como Margaret tinha tido uma
vida muito fechada, sendo educada para um só marido, que tinha acabado de
deixar antes de se mudar para San Francisco, não conhecia certos termos
modernos da época, como a lua-de-mel.
Ela
aceitou e acabou casada com Walker Keane o pintor, herdando o último nome
também do seu marido Margaret Kaene.
Estando
já a viver como casal Walker depois de fazer algumas perguntas e apresentações
dos dois trabalhos, apercebeu-se que ninguém andava muito interessado em telas paisagísticas
que era o que ele pintava, mas que os quadros da Margaret suscitavam alguma hesitação.
Com essa persuasão decide pedir á sua esposa uma série de quadros.
Margaret concede o pedido ao seu marido
e este pega nas telas e negocia com um velho amigo dele para deixar por os quadros
em uma das suas paredes, num dos mais frequentados bares de San Francisco. Este
amigo não tendo espaço acaba por negar-lhe a possibilidade, entretanto Walker
Keane insiste então o amigo concede-lhe o único espaço que tinha disponível no
seu bar. Uma espécie de corredor, um caminho muito estreito que era muito usado
quando havia necessidades fisiológicas para se fazer.
Havendo
poucos comentários e pouca adesão, e achando que o seu velho amigo estava a
fazer-lhe mal dirige-se até ele e começa uma briga dos diabos. Como o bar era
frequentado por uma certa socialite rapidamente fotos foram tiradas e saltaram
para a ribalta saindo nos jornais diários. Com tudo isso acontecer mais público
a casa começou a atrair e alguns dos mais conceituados empreendedores dos anos
1950. Rapidamente os quadros que estavam no corredor passaram a chamar atenção
e alguns até a ser comprados. Keane dá a notícia a sua esposa, pois esta, longe
de todos os detalhes, porque tinha gasto muita energia para fazer todas aquelas
telas que o seu marido tinha pedido, ficava em casa a descansar. Como o seu
trabalho estava finalmente a receber resposta do público, ela faz questão de
estar no bar para conhecer algumas pessoas e se possível falar o porque que ela
desenhava assim as suas telas. Para seu espanto ela acaba por verificar que o
seu marido alegava que o trabalho era feito por ele. Perante esta situação rapidamente
ela decide ter uma conversa com o seu marido. Depois de conversarem acerca do
assunto concordaram continuar com o seu pequeno segredo. Esta pintora foi uma
das mais rentáveis dos anos 1950 com uma característica pouco comum para a
época, todas as suas personagens tinham os olhos grandes.
Consoante
a fama do marido que alegava ser o autor destes quadros crescia, ela ia-se
sentindo muito triste e deprimida. Para combater esse desânimo começou a
desenhar quadros de personagens com os olhos normais e expor junto com as suas
obras de olhos grandes que eram um sucesso.
A uma
dada altura estando a fazer arrumações em casa depara-se com uma caixa, não
sabendo o que tinha lá dentro decide abrir. Para seu espanto eram réplicas de
um quadro que tinha a entrada da casa. Achando estranho as réplicas decide
raspar o quadro na parte da assinatura que tinha na parede da sua casa deparando-se
com o nome de um outro pintor. Escandalizada com o que acaba de ver confronta o
seu marido que tinha acabado de chegar a casa. Keane conta a sua mulher que ele
é uma fraude, e que nunca tinha estado em França. Ficando desiludida com o seu
marido, passou a proibir o marido de entrar e dormir no mesmo quarto que ela. O
tempo ia passando e a situação ia ficando cada vez mais difícil para os dois,
acabado Margaret por deixar este marido também, depois de este embriagado
tentar bater e incendiar o quarto que ela se havia fechado com a sua filha. Margaret
decide começar a sua nova vida em Havai, com a sua filha Jane.
Margaret
depois de tratar dos papéis para o divórcio, telefona a Kaene para o comunicar.
Este vendo naquela chamada uma oportunidade, faz chantagem com ela, alegando
que só lhe dava o divórcio se ela fizesse 100 telas com o nome dele.
Esta
acabou por aceitar mas achando que este já tinha ido longe demais, em consenso
com a sua filha foi a uma rádio local e revela o segredo. A notícia caiu como
uma bomba na comunicação social. O ex-marido de Margaret alegava que ela estava
a ser influenciada por uma congregação, e continuava a alegar perante o seu
meio que ele era o real pintor dos quadros. No tribunal Kaene tendo sido
deixado pelo seu advogado Dick Nolan, decide ser ele o seu próprio advogado do caso.
Começando assim um dos maiores filmes de comédia alguma vez visto em tribunal,
acabando Margaret, por provar que era ela mesmo a pintora das telas dos Olhos
Grandes.
É um
filme que vale pena ver e desfrutar cada detalhe por todo o seu elenco. Para
mim uma das maiores surpresas do ano de 2015.
Se
leram o artigo comentem e partilhem até o próximo artigo.

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